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Pais que expulsaram adolescente após revelar orientação sexual precisam apagar posts discriminatórios, além de pagar indenização

Pais são condenados a pagar R$ 100 mil ao filho após adolescente revelar orientação sexual Os pais que expulsaram o próprio filho adolescente de casa após...

Pais que expulsaram adolescente após revelar orientação sexual precisam apagar posts discriminatórios, além de pagar indenização
Pais que expulsaram adolescente após revelar orientação sexual precisam apagar posts discriminatórios, além de pagar indenização (Foto: Reprodução)

Pais são condenados a pagar R$ 100 mil ao filho após adolescente revelar orientação sexual Os pais que expulsaram o próprio filho adolescente de casa após ele revelar a orientação sexual foram condenados pela Justiça a apagarem postagens discriminatórias que fizeram contra ele nas redes sociais. O caso aconteceu em Jaguaruna, no Sul de Santa Catarina, e eles também precisam pagar uma indenização de R$ 100 mil ao jovem. Relatórios da rede de proteção indicaram que a gravidade das agressões verbais e do tom das postagens impediu que o adolescente fosse acolhido por familiares mais distantes. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp O caso foi divulgado na quinta-feira (3) pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Não foram revelados mais detalhes sobre o adolescente, como a idade, porque o processo está em segredo. Logo após expor a orientação sexual, conforme o MP, o jovem foi expulso do ambiente familiar, passou a sofrer ameaças e teve a intimidade exposta nas redes sociais pelos próprios pais. Pais podem pagar multa diária de R$ 2 mil se descumprirem decisão Durante a tramitação da ação, o MPSC obteve uma medida liminar (temporária) que proibiu o pai de realizar novas postagens discriminatórias ou de expor a rotina e o acolhimento do filho, sob pena de multa diária de R$ 2 mil. A ordem de remoção dos conteúdos e a proibição de novas publicações foram confirmadas na sentença, a decisão em primeiro grau. A ação foi movida pelo MPSC com base na constatação de abandono afetivo e de sucessivas violações de direitos. Adolescente foi encaminhado para abrigo Diante do cenário de risco, o Conselho Tutelar interveio após o adolescente ser expulso e o jovem foi encaminhado para um abrigo para garantir a proteção física e psicológica dele. Durante o processo, o adolescente passou por uma perícia psicológica, que constatou que o jovem enfrentou um contexto prolongado de negligência, violência psicológica e rejeição. A conduta dos pais, de acordo com o laudo técnico, provocou sérios impactos emocionais no adolescente, como sentimentos de abandono e intensa insegurança afetiva. Segundo o promotor de Justiça Tito Gabriel Cosato Barreiro, da 1ª Promotoria de Justiça de Jaguaruna, a condenação decorre do descumprimento dos deveres legais de cuidado, proteção e acolhimento previstos na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). "Esta decisão reafirma que crianças e adolescentes têm o direito de crescer em um ambiente livre de violência psicológica, discriminação e abandono, independentemente de orientação sexual, gênero, identidade de gênero e de tudo que se refira à sua própria construção enquanto pessoa autônoma”, declarou. Bandeira LGBT - LGBTQIA+ Sophie Emeny/Unsplash